As operadoras trazem à tona, agora, a necessidade de provedores de conteúdo pagarem pelo uso da infraestrutura. "Se nós vamos construir as estradas, é preciso haver pedágios", disse Mittal, segundo o Cnet.
No ponto de vista dos representantes das operadoras, o consumidor também tem de arcar com a conta. "O desafio é fazer (o consumidor) entender que se você quer maior qualidade, velocidade mais alta, você paga mais por isso", disse o presidente da russa VimpelCom, Jo Lunde. Para o executivo, os clientes têm sido um pouco mimados. Governos, da mesma forma, poderiam oferecer o espectro de graça para quem apresentar o melhor projeto, por exemplo, segundo eles.
Esse tipo de discussão também ocorre em eventos de telecomunicações realizados no Brasil. O argumento das operadoras é que grandes empresas (como Google) ganham muito dinheiro e não investem em infraestrutura. Assim, cobrando das produtoras de conteúdo, o custo não seria repassado para o consumidor.
Mas o Comitê Gestor da Internet discorda dessa posição. Quando um usuário residencial contrata uma banda larga ou quando uma empresa contrata uma conexão de dados, ele tem o direito de usá-la como quiser, alega o Comitê. Seria o mesmo de a operadora de telecomunicações querer uma participação nas vendas feitas por telemarketing, por exemplo.
fonte: Criminalcafe
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