Neurônios dos ratos eram controlados e monitorados // Crédito: Shutterstock
Pesquisadores do Instituto Scripps conseguiram "hackear" o cérebro de ratos, induzindo-os a formar memórias híbridas sintéticas ? lembranças que combinavam experiências reais com outros contextos.
Para isso, os cientistas modificaram geneticamente alguns animais para que eles possuíssem neurônios que pudessem ser ativados, controlados e monitorados. Os bichinhos, então, foram condicionados a ter medo de uma gaiola específica: cada vez que eles entravam nela, levavam choques. E, quando os ratos estavam em outra gaiola, eles recebiam um químico que ativava a mesma parte que estimulava o medo nos animais, como se eles realmente estivessem assustados.
Os ratos, então, passaram a se comportar como se tivessem formado uma memória misturada da gaiola que dava choques e da outra gaiola, agindo de forma assustada nas duas. Isso significa que a lembrança do medo foi transferida sinteticamente para a outra gaiola, que não dava choques, misturando as duas experiências. Para eles, apenas uma gaiola passou a existir.
fonte: Revistagalileu/Globo
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